Equipa 25.4

Design sem nome (2)
Adriana Cardoso
Design sem nome (4)
Afonso Madeira Alves
Design sem nome (3)
Bernardo Alvim
Design sem nome (2)
Catarina Colaço
Design sem nome (3)
Eduardo Moita
Design sem nome (5)
Francisco Carvalho
Design sem nome (3)
Joana Garrido Amorim
Design sem nome (6)
João Maria Jonet
Untitled design (12)
João Moreira da Silva
LA
Luísa Silva Agapito
Design sem nome (3)
Maria Madalena Freire
Design sem nome (3)
Osvaldo Silva
Untitled design (13)
Vasco Sousa

Manifesto

Somos a primeira geração de Portugal a quem é dito que viverá em piores condições que os nossos pais e avós. Numa época em que as condições de vida nunca foram tão boas para tantas pessoas em simultâneo, outros tanto ficam para trás na corrida. Nós somos a geração que está a ficar para trás.

Somos uma geração como as outras. Somos sonhadores enquanto tentamos manter os pés na terra. Somos idealistas, mas descomplicamos preconceitos ideológicos para chegar à melhor ideia possível. Procuramos a mudança através do consenso e do diálogo.

Os nossos pais e avós viviam na iminência do fenómeno incerto da guerra nuclear. Nós vivemos na iminência do fenómeno certo da crise climática. Eles tinham medo de ficar sem gasolina. Nós temos medo de ficar sem água. Eles tinham medo de ir para a frente de batalha. Nós temos medo do colapso do sistema de saúde no meio de uma pandemia.

A precariedade atormenta a nossa geração. Os recém-licenciados que acabam no desemprego multiplicam-se. Outros tantos vivem à base de salários mínimos indignos para qualquer ser humano. A revolta e o ódio crescem e alimentam os populistas, que sobrevivem ao agarrar-se a estas emoções.

Vemos o Mundo a caminhar para erros que queremos evitar. A herança que nos deixam está apodrecida e temos de reformá-la. A nossa geração não encontra respostas nos fracos avanços da democracia ao longo dos últimos anos. Muitos acabam por encontrá-la naqueles que desafiam o próprio sistema.

Somos uma geração global, que não quer ver os seus horizontes limitados. Propomos um espaço democrático livre para o debate de ideias. Todos os que aceitam jogar segundo as regras do jogo se podem sentar à mesa.

Nós, os netos de Abril, queremos revolucionar o mundo. Não com dogmas, mas através do diálogo e de consensos. Somos radicais no nosso pragmatismo, extremistas na nossa oposição ao extremismo.

Nós, os netos de Abril, que passaram confinados o último Dia da Liberdade, queremos fazer das crises oportunidades para mudança.

Nós, os netos de Abril, queremos ser o grito ponderado desta mudança.

Queres juntar-te a nós?

Hello world!

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